De acordo com Amarante e Nunes (2018), no que se refere à participação social, a criação da Associação Brasileira de Saúde Mental (A BRASME ) representou um elemento novo no contexto da Reforma Psiquiátrica. Criada em 2007, a A BRASME teve como propósito:
A criar a comissão institucional que iria representar,
oficialmente, no Conselho Nacional de Saúde, as pessoas com
transtorno mental, defendendo seus direitos e deveres.
B articular as ações, com as organizações não-governamentais,
com o objetivo de fortalecer o movimento social da reforma
psiquiátrica já que no âmbito do estado não era perceptível
avanços consideráveis quanto à instalação de novos serviços
psicossociais.
C atuar como instituição de apoio aos psiquiatras que
buscassem renovar suas práticas, como também articular
junto com as universidades novos projetos pedagógicos para
os cursos de psiquiatria, com o objetivo de realizar a reforma
psiquiátrica no ensino superior.
D constituir um novo ator que reunisse, a um só tempo, os
vários sujeitos envolvidos, dos usuários, dos familiares e de
outros ativistas ligados às questões de etnia, de gênero, de
sexualidade, de diversidade cultural e dos direitos humanos,
e todos que estivessem em serviços ou outros dispositivos, e
também com os que atuassem na produção de conhecimento
e políticas.