No âmbito do País Alfa, houve um golpe de Estado, com a
correlata deposição dos governantes que possuíam legitimidade
democrática. A aristocracia golpista decidiu outorgar uma nova
Constituição para o País, cujo objetivo era o de normatizar a
sua base ideológica; apenas legitimar suas decisões, não
direcioná-las; e permitir a sua perpetuação no poder. Apesar
dessas características, a mesma ordem constitucional dispunha
que a sua interpretação, embora deva prestigiar os balizamentos
textuais, deve ser igualmente sensível às vicissitudes do ambiente
sociopolítico, evitando o que denominou de “petrificação
textual”.
Na perspectiva das classificações das Constituições e das teorias
da interpretação, é possível afirmar que estamos perante uma
Constituição: