Uma alternativa de peso à distribuição Linux Ubuntu, fornecida pela Canonical Ltd., e com boa
representação junto à comunidade e aos profissionais de TI, é a distribuição Fedora, originada de uma
iniciativa da desenvolvedora Redhat em manter uma distribuição livre, sempre atual e que conta com total
acesso aos códigos-fonte utilizados. Embora compartilhe muitas características com o Ubuntu, a sua
distribuição possui algumas diferenças, na hora de realizar tarefas administrativas, que devem ser
observadas pelos operadores de TI. Analisando algumas características específicas da distribuição
Fedora, é incompatível com esta:
A Ao instalar o sistema Fedora, o operador deve ficar atento ao fato de que, diferentemente do
Linux Ubuntu, que na configuração automática do particionamento se utiliza por padrão apenas do
formato ext3 para o sistema de arquivos de destino, o Fedora irá criar primeiramente um LVM
(Logical Volume Management – Gerenciamento de Volume Lógico) no disco rígido para, somente
depois, gerenciar seu dimensionamento da partição ou disco rígido.
B Para gerenciar os serviços que são inicializados no equipamento, a distribuição utiliza-se
oficialmente da ferramenta systemctl, que possui as seguintes utilizações básicas:
• Habilitar um serviço: systemctl enable service_name.service.
• Desabilitar um serviço: systemctl disable service_name.service.
• Checar o estado de um serviço: systemctl status service_name.service.
• Inicializar um serviço: systemctl start service_name.service.
• Parar um serviço: systemctl stop service_name.service.
• Reiniciar um serviço: systemctl restart service_name.service .
C A versão 22 da distribuição adota como ferramenta de gerenciamento de pacotes o “DNF”, que é
plenamente capaz de pesquisar por pacotes, suas descrições e conteúdos, adicionar e remover
repositórios, inclusive de terceiros, atualizar o sistema e resolver automaticamente as
dependências necessárias. A adoção do DNF veio para substituir o padrão “RPM” de pacotes,
utilizado anteriormente na distribuição e que era considerado obsoleto, principalmente porque não
era capaz de baixar pacotes pequenos de atualização pela internet, transformando o processo de
atualização do sistema operacional em algo inviável.
D A distribuição Fedora, há um bom tempo, conta por padrão com o mecanismo de segurança
SELinux, em vez de confiar apenas em mecanismos DAC (Discretionary Access Control – Controle
de Acesso Discricionário). É uma implementação de um MAC (Mandatory Access Control –
Controle de Acesso Obrigatório) no kernel do Linux, verificando as operações permitidas após os
controles de acesso discricionário padrão terem sido verificados.