O corpo hoje, em nossa cultura racionalizada,
cientificizada e de escala industrial produtiva,
torna-se um objeto de uso, um utensílio, uma ferramenta,
passível de ser utilizada segundo a vontade de outros,
dependente dos interesses econômicos, políticos ou
ideológicos. Vivemos na era dos corpos hiperativos,
mas controlados. Daí a necessidade de um projeto
de resistência à cultura do hiperconsumo, que pode
ser encontrado na atitude da corporeidade, enquanto
antagonista à estética padronizada, ao narcisismo sem
limites e ao controle generalizado.