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Um paciente de 37 anos de idade, sem comorbidades,
procurou atendimento ambulatorial por ter apresentado quadro
inédito de crise convulsiva, presenciada pelo seu irmão, tendo
ocorrido remissão espontânea da crise. O paciente relatou ter
sofrido cefaleia e confusão mental imediatamente após o
episódio. Quando do atendimento, ele realizou ressonância
magnética de crânio com contraste, que revelou os seguintes
resultados: presença de lesão expansiva intra-axial
córtico-subcortical em giro frontal inferior esquerdo na sua
porção triangular, hipointensa em T1, sem realce pelo meio de
contraste, espontaneamente hiperintensa em T2, com supressão
de sinal em seu interior à sequência T2-FLAIR. Constatou-se
efeito de massa local, com discreto halo de edema, com linha
média tópica e cisternas da base patentes.
Considerando o caso clínico apresentado e os aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.
A ressonância magnética funcional (fRM) para detecção de
áreas relacionadas à comunicação verbal é essencial para o
planejamento cirúrgico do caso clínico em questão; se a fRM
não evidenciar correlação entre as áreas da comunicação
verbal e a lesão tumoral, será dispensável o uso da técnica de
craniotomia e exérese tumoral com o paciente acordado.