O ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita precisam
levar em conta, atualmente, a variedade dos modos de
comunicação existentes, o que chamamos de multimodalidade.
Nessa nova perspectiva, que se opõe às abordagens educacionais
ocidentais mais tradicionais, devem-se considerar os modos de
comunicação linguísticos — a escrita e a oralidade —, visuais —
imagens, fotografias — ou gestuais — apontar o dedo, balançar a
cabeça negativa ou afirmativamente, por exemplo. Essa
diversidade de modos de comunicação foi incorporada tanto
pelos meios de comunicação mais tradicionais, como livros e
jornais, quanto pelos mais modernos, como computadores,
celulares, televisão, entre outros. Dessa forma, professores
precisam preocupar-se, atualmente, em ensinar não só as
habilidades técnicas necessárias para manusear os diferentes
meios de comunicação, mas também o metaconhecimento que é
necessário para compreender, de maneira integrada e
significativa, as diferentes mídias e seu funcionamento. Isso já
vem ocorrendo — e deverá ampliar-se cada vez mais — a partir
dos anos iniciais de escolarização.
Os educadores precisam, portanto, levar os alunos a
desenvolver o conhecimento e as habilidades necessárias para
produzir significados. Assim como as abordagens etnográficas
utilizadas para compreender o fenômeno do letramento procuram
entender os usos e os significados da leitura e da escrita em
determinados contextos sociais, também a nova abordagem da
multimodalidade pode contribuir para o entendimento dos
contextos de comunicação, focando modos e mídias específicos,
em determinados contextos sociais e culturais.
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