Na investigação e
acompanhamento de um acidente envolvendo
um profissional da saúde com material
biológico, conforme o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia pós-exposição de risco à infecção pelo HIV, IST e
Hepatites Virais de 2017, é correto afirmar
que:
A Quando a fonte pertence a grupos
populacionais de maior vulnerabilidade ou
em situações em que houver a suspeita de
infecção aguda pelo VHC, recomenda-se
realizar o VHC-RNA quantitativo. Caso
negativo, exclui-se a infecção pelo HCV
após acidente biológico, sem a necessidade
de manter o acompanhamento.
B Nos profissionais expostos sem resposta
vacinal após primeira série de doses para
hepatite B, caso o status sorológico HbsAg
na fonte seja desconhecido, porém com alto
risco para infecção por HBV, o uso da
imunoglobulina estará indicado.
C Caso o acidente seja considerado de risco
para transmissão do HIV o conhecimento
do status sorológico da fonte é dispensável
já que a PEP sempre estará indicada por 28
dias à pessoa exposta, desde que seu
status seja não reagente ao HIV.
D No caso de fonte conhecidamente portadora
de hepatite C e pessoa exposta com AntiHCV no primeiro atendimento negativo,
recomenda-se acompanhamento sorológico
por 30 dias após o acidente, não havendo
necessidade de prolongar o
acompanhamento.
E No caso da profilaxia para hepatite B, com
fonte HbsAg positiva, caso a pessoa
exposta tenha resposta vacinal
desconhecida, a Imunoglobulina antihepatite B (IGHAHB) deverá ser indicada
em um período máximo de 48 horas, não
havendo, portanto, tempo hábil para
testagem sorológica da resposta vacinal da
pessoa exposta.