Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201232317

Essa questão será desenvolvida em três passos. 1º passo – Observe o...

📅 2016🏢 UNITINS🎯 UNITINS📚 Língua Portuguesa
#Pontuação#Análise Textual

1

457941201232317
Ano: 2016Banca: UNITINSOrganização: UNITINSDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Pontuação | Análise Textual
Texto associado

A natureza da economia 

          A economia é um tipo de conhecimento muito diferente daquele das “ciências naturais” como a física ou a química, onde se pode, às vezes, estudar efeitos da causa “x” sobre o evento “y”, isolando, cuidadosamente, a alteração de outras variáveis que poderiam, eventualmente, perturbá-la. A diferença é que a descoberta de “leis” naquelas ciências deixa a natureza imperturbada. Depois que Galileu descobriu a lei da aceleração do movimento, Newton formulou a lei da gravidade universal e Faraday descobriu a lei da indução eletromagnética, a natureza não tomou conhecimento. Não pensou em reagir alterando a constante gravitacional! 

          A “natureza”, na economia, é a “sociedade humana”. Uma combinação de indivíduos heterogêneos que reagem aos estímulos de formas diferentes, pensam, têm memória e interesses. Formam um sistema complexo de inter-relações que se alteram conforme seus membros tomam consciência de que, pela organização desses interesses e pelo “sufrágio universal”, podem mudá-las! É por isso, e algumas outras coisas, que a economia não tem relações estáveis (“leis”) e os economistas têm de construir sempre novos modelos, sujeitos à extraordinária hipótese de que “todo resto permanece constante”. 

          O objeto da economia não muda. Muda o comportamento da sociedade, à medida que ela se conhece. O fato de ser uma modesta disciplina e não uma ciência “dura” não impede, entretanto, que ela tente usar a mesma metodologia para acumular conhecimentos úteis à administração privada e pública. 

          É por isso que a discussão entre ortodoxos e heterodoxos é uma lamentável perda de tempo. Em economia, toda ideia realmente nova é, por definição, “heterodoxa”. Depois, dependendo da qualidade retórica da narrativa e da sobrevivência e da sua sobrevivência ao teste empírico é, ou não, incorporada à ortodoxia. Keynes foi um grande heterodoxo bem-sucedido. Hoje está incorporado à ortodoxia pelo neokeynesianismo, que infecciona os modelos de equilíbrio geral dinâmico estocástico (DSGE) de quase todos os bancos centrais. Robert Lucas foi, sob alguns aspectos, um heterodoxo malsucedido. Foi afoitamente abraçado pela ortodoxia mal informada que acreditou na racionalidade “divina” exigida pela teoria das expectativas “racionais”. 

          A economia recepciona boa parte do que sugere o “mainstream”, principalmente que existem limites físicos insuperáveis; deve existir equilíbrio entre a expansão de consumo e a do investimento; há necessidade de boa ordem fiscal e monetária para que haja espaço para políticas anticíclicas; as tentativas de violar as identidades da contabilidade nacional sempre terminam muito mal; o desenvolvimento econômico é apenas o codinome do aumento da produtividade do trabalho e requer um Estado forte, constitucionalmente controlado, capaz de regular e garantir o bom funcionamento dos mercados. Mas não recepciona a ideia de que os mercados são autorreguláveis, obedecem ao imperativo categórico kantiano e levam ao pleno emprego, nem que há harmonia entre os membros da sociedade. Sabe que ela é dividida entre “ganhadores” e “perdedores” e que, portanto, toda política econômica altera essa relação. 

          A sociedade democrática pretende combinar três objetivos não inteiramente compatíveis: liberdade individual, mitigação das desigualdades produzidas pelo acidente do local do nascimento e eficiência produtiva. No Brasil, só o exercício permanente e paciente da política – acompanhado do esclarecimento da maioria (“perdedora”) – poderá vencer nas urnas, o “ganhador”, o estamento estatal que se apropriou do poder. 

          Fiquemos com a boa e modesta economia e aceitemos que ela não é “ciência”, mas pode ser muito útil na administração pública e privada. Como confessou Alan Greenspan (“o Maestro”, suposto portador da “ciência monetária” transformada em “arte”), no seu depoimento ao congresso dos Estados Unidos, em outubro de 2008, no auge da crise: “Ela é muito maior do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado... Estou chocado e incrédulo. Cheguei à conclusão de que nossos modelos (os do Fed) não perceberam a estrutura crítica que define o funcionamento do mundo”. Você ainda acredita que agora o Fed sabe o que está fazendo? 

(NETTO, Antônio Delfin*. A natureza da economia. In. CARTA CAPITAL. O Brasil à venda: a redescoberta 500 anos depois. Ano XXII, nº 920. 28 set. 2016) 

* Antônio Delfin Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.

Essa questão será desenvolvida em três passos.

1º passo – Observe o emprego da pontuação nos trechos a seguir (I a V):

I) A economia recepciona boa parte do que sugere o “mainstream” .

II) A diferença é que a descoberta de “leis” naquelas ciências deixa a natureza imperturbada.

III) “Ela é muito maior do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado... Estou chocado e incrédulo. Cheguei à conclusão de que nossos modelos (os do Fed) não perceberam a estrutura crítica que define o funcionamento do mundo”.

IV) Como confessou Alan Greenspan (“o Maestro”, suposto portador da “ciência monetária” transformada em “arte”) no seu depoimento?

V) O objeto da economia não muda. Muda o comportamento da sociedade, à medida que ela se conhece.

2º Passo – Com base nas frases anteriores (I a V), julgue as afirmações a seguir certas ou erradas.

1. ( ) De acordo com o sentido construído no texto, o emprego dos parênteses nas frases III e IV se justifica por conter uma explicação e/ou comentário sobre os termos: “Alan Greenspan” e “modelos”.

2. ( ) O emprego do sinal de interrogação no final da frase IV não altera o sentido daquele encontrado no texto.

3. ( ) O emprego das aspas nas frases I, II e III se justifica, respectivamente, por: assinalar estrangeirismo, dar ênfase à palavra, destacar a fala de Alan Greenspan.

4. ( ) O emprego do primeiro ponto na frase V foi utilizado para separar dois períodos.

5. ( ) As reticências, na frase III, ressaltam a clareza de um pensamento concluído.

6. ( ) As vírgulas foram empregadas nas frases IV e V, respectivamente, para: separar vocativo, separar sujeito de predicado.

3º Passo: Marque a opção que contempla a resposta quanto às afirmações anteriores (1-6). Assinale a alternativa correta:

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2016 pela banca UNITINS no concurso para UNITINS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Pontuação, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200235447Língua Portuguesa

Observe o trecho a seguir. “As altas temperaturas também poderão causar grandes secas, que afetarão ativamente a agricultura, ocasionando diversos pro...

#Morfologia dos Pronomes#Pronomes Relativos
Questão 457941200487770Língua Portuguesa

O parágrafo constitui uma unidade de sentido no texto. Deve ser organizado de forma coerente às ideias anteriormente expressas ou iniciar uma discussã...

#Análise Textual
Questão 457941200893491Língua Portuguesa

Identifique no trecho abaixo a quantidade de orações e períodos. Desconsidere implícitos verbais. “Ele ousou e veio avançando, os pés descalços no agu...

#Sintaxe
Questão 457941201075694Língua Portuguesa

De acordo com o sentido produzido no enunciado: “A sociedade democrática pretende combinar três objetivos não inteiramente compatíveis: liberdade indi...

#Análise Sintática#Sintaxe#Morfologia dos Pronomes
Questão 457941201263815Língua Portuguesa

A morfologia pode ser entendida como o estudo da estrutura interna das palavras, em que cada unidade, quando combinadas, produz um significado. Tendo ...

#Morfologia dos Pronomes
Questão 457941201502325Língua Portuguesa

O texto “Mudanças climáticas” traz um problema com que temos vivido ao longo dos anos e que só tem se agravado. No segundo parágrafo, a autora afirma ...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201613116Língua Portuguesa

O trecho do livro de Milton Hatoum pode ser interpretado como:

#Análise Textual
Questão 457941201839885Língua Portuguesa

Para a exposição de suas considerações sobre o tema mudanças climáticas, a autora utiliza conjunções ou locuções conjuntivas. Quando é usada a locução...

#Compreensão e Interpretação Textual#Conjunções#Análise Textual#Morfologia
Questão 457941201930379Língua Portuguesa

A comparação que o autor realiza entre a economia e as ciências naturais, como a física e a química, tem por objetivo:

#Análise Textual
Questão 457941201948456Língua Portuguesa

Quanto à frase: “Eu acabara de dar minha primeira aula no liceu onde havia estudado e vim a pé pra cá, sob a chuva”, é correto afirmar que:

#Semântica Contextual#Reescrita Textual#Análise Textual#Estrutura Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre PontuaçãoQuestões do UNITINS