Trazer o jongo e o funk para as escolas (e também outras expressões afrobrasileiras), compreender suas histórias, contextos, problematizar e analisar em uma perspectiva crítica as narrativas que colaboraram (e colaboram) para a criminalização dessas expressões é importante para que os(as) estudantes tenham uma visão ampla das experiências cotidianas do negro na sociedade. (ANDRADE, 2023, p.122).
A partir do trecho citado, assinale a alternativa incorreta:
A O jongo também era uma forma de comunicação desenvolvida no contexto da escravidão, que servia como estratégia de sobrevivência e de circulação de informações codificadas sobre fatos acontecidos entre antigos escravizados, por meio de pontos que os capatazes e senhores não conseguiam compreender.
B Precisamos evidenciar essas vozes e saberes (culturais, artísticos e estéticos de herança africana) e reconhecer a força da população negra e das tradições africanas como fundamentais para a consolidação da soberania brasileira.
C O jongo se consolidou no Brasil com a chegada de negros escravizados, especialmente os da nação Bantu, trazidos do Congo e da Angola, para trabalharem nas lavouras de café e cana-de-açúcar das fazendas do vale do rio Paraíba do Sul, o Vale do Paraíba.
D A escola e os(as) docentes, por sua vez, em uma perspectiva crítica, participativa, dialógica e decolonial devem se esforçar para garantir que determinados temas não sejam negados aos estudantes, para que estes, como sujeitos de direito ao conhecimento emancipatório, possam ter acesso aos dilemas, aos avanços, aos limites e às lutas do negro na formação social, histórica, cultural e política do nosso país.
E O funk carioca pode ser definido como um movimento cultural de caráter popular, oriundo das comunidades dos morros do Rio de Janeiro. Segundo pesquisadores, trata-se de um movimento sociocultural, pois ele traduz a música e a dança de seu segmento social de origem, embora não dê visibilidade à história, geografia e àqueles socialmente marginalizados no Brasil: os moradores das favelas.