Sabe-se que o tratamento de pacientes com diverticulite aguda e abscesso depende do tamanho e da localização do
abscesso, assim como das condições clínicas do paciente. Sobre o tratamento da diverticulite aguda complicada, é
INCORRETO afirmar que
A a fístula mais comumente encontrada como resultante de diverticulite aguda é a colovesical, sendo observadas
pneumatúria, fecalúria e infecção urinária de repetição em mais da metade dos pacientes. O tratamento cirúrgico
envolve a ressecção do segmento intestinal perfurado, usualmente o sigmoide, e a anastomose primária pode ser
frequentemente realizada.
B para os abscessos maiores, a punção percutânea habitualmente guiada por TC com colocação de cateter permite
drenagem temporária da coleção e tratamento cirúrgico eletivo subsequente em tempo único em até 80% dos casos. A
drenagem do abscesso por videolaparoscopia é uma alternativa.
C o tratamento cirúrgico deve ser executado quando não for possível realizar a drenagem do abscesso guiada por TC ou
por videolaparoscopia. O tratamento inclui a ressecção do segmento acometido com anastomose primária ou sem
derivação de proteção, em casos de peritonite.
D o tratamento de abscessos pericólicos pequenos pode ser conservador, através da realização de antibioticoterapia
sistêmica, ou cirúrgico, realizado em condições seletivas.
E nos casos de perfuração não bloqueada na diverticulite aguda, com peritonite difusa fecal ou purulenta, o tratamento
cirúrgico de urgência deve ser realizado com ressecção do segmento acometido e colostomia.