De acordo com Aranha (2006), no espírito do Iluminismo,
os filósofos franceses Diderot, D'Alembert, Voltaire e
Helvetius não eram propriamente educadores, mas
encaravam o ensino como veículo importante das luzes da
razão. Nesse contexto, “luzes” significa o poder da razão
humana para interpretar e reorganizar o mundo.
Segundo a autora em tela, assinale a opção que
apresenta corretamente o teórico e seu respectivo
pensamento pedagógico.
A Friedrich Nietzsche - propôs uma abordagem realista
da pedagogia, baseada na busca de maior rigor dos
métodos, assumindo uma posição intelectualista que
privilegia o conhecimento, enquanto o sentir e o
querer são funções secundárias e derivadas do
processo ideativo. O professor não pode forçar o
aluno, mas ministrar a instrução “de acordo com o.
grau do poder crescente da criança”, cujo princípio
simples é o de seguir a natureza.
B Immanuel Kant - preconizou a educação natural ao
centralizar os interesses pedagógicos no aluno e não
mais no professor. Até então, os fins da educação
encontravam-se na formação do indivíduo para Deus
ou para a vida em sociedade, mas, de acordo com o
pensamento Kantiano, o ser humano integral deve ser
educado naturalmente para a sociedade. Assim,
deposita na educação a importância de preparadora
da soberania do cidadão ativo e livre.
C John Locke - mostra-se como representante do
luminismo, na busca dos fundamentos de uma
educação laica, própria do pensamento burguês. Para
esse empirista, o individuo é um todo cujas partes
devem ser cultivadas, assim, conforme a unidade
espirito-coração-mão corresponde à tríplice atividade
conhecer-querer-agir, por meio da qual se dá o
aprimoramento da inteligência, da moral e da técnica.
D René Descartes - redefiniu a relação pedagógica,
reforçando a atividade do aluno. É por meio da
“obediência voluntária” e da consciência moral que o
ser humano rege sua vida prática, conforme certos
princípios lógicos e racionais (não religiosos).
Atribuem-se, ao comportamento humano, as mesmas
relações invariáveis de causa e efeito que presidem
as leis da natureza.
E Jean-Jacques Rousseau - ao fazer a crítica dos
costumes da aristocracia, preconiza uma educação
afastada do artificialismo das convenções sociais, que
busque a espontaneidade original, livre da escravidão
aos hábitos exteriores, a fim de que o indivíduo seja
dono de si, agindo por interesses naturais e não por
constrangimento exterior e artificial.