No ano de 2018, o Brasil possuía
aproximadamente 13,5 milhões de pessoas em
situação de pobreza extrema, apresentando
renda mensal per capita inferior a R$145,00.
Tal quantidade de pessoas representava, à
época, em torno de 6,5% da população
brasileira. Entre meados de 2020 e final de
2021, assistimos a muitas imagens chocantes
de pessoas em busca de restos de comida ou
de ossos de animais em caminhões de lixo ou
lixeiras de supermercados, refletindo a
experiência de viver em um estado de exceção,
desprotegido de direitos, em condições
precárias. Somado a isso, é importante
considerar a quantidade de pessoas que têm
enormes dificuldades em realizar atividades
físicas no tempo de lazer, aquelas com
doenças em estágios avançados, subnutridas,
que vivem em regiões de elevada violência ou
apresentam dificuldades físicas de locomoção.
Adaptado de Palma; Paiva; Araújo, 2023
Os Referenciais Curriculares da Rede
Municipal de Educação de Niterói (2022)
defendem a inclusão da temática da saúde nas
aulas de Educação Física, com ênfase na
promoção da saúde, considerando o contexto
no qual a comunidade escolar está inserida.
Sendo imprescindível estimular o pensamento
crítico do aluno, dando-lhe autonomia.
Em consonância com as referências citadas
acima, pode-se afirmar que a Educação Física
escolar deve abordar a temática da saúde em
suas aulas, com base