Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-X
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201298752

Na organização do texto, o enunciador utiliza recursos para enfatizar as ideias expressas. Do ponto de vista semântico, ...

1

457941201298752
Ano: 2014Banca: UNIRIOOrganização: UNIRIODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual
Texto associado
                                                                                                        Demarcação das Terras Indígenas

    O Instituto Socioambiental (ISA) vem alertando para a lentidão na demarcação das terras indígenas e para o baixo grau de efetividade nos processos de consulta aos grupos cujas terras estão sujeitas ao impacto de grandes obras públicas.
    Nos governos eleitos sob a égide da Constituição de 1988, foram identificados e demarcados cerca de dois terços das terras indígenas. Grandes batalhas foram travadas e o reconhecimento das terras avançou de forma desigual.
    Hoje, a maior parte dos conflitos está no Sul, Sudeste, Nordeste e em Mato Grosso do Sul, na metade não amazônica do país, onde vivem 40% da população indígena em 1,5% da extensão total das terras dos índios. Nessa metade se concentrou o processo de colonização e é onde estão 85% da população brasileira. A aplicação do artigo 231 da Constituição resultaria no reconhecimento de terras indígenas em extensão suficiente para garantir a reprodução física e cultural de seus ocupantes. Já há e ainda haverá situações em que sua aplicação não será suficiente para prover terras em extensão mínima que garanta a sobrevivência e a reprodução cultural de grupos específicos. Não faz sentido desprover de direitos as pessoas que dispõem de títulos legítimos e às quais não se pode atribuir responsabilidades por políticas impostas aos índios no passado pela União ou pelos estados.
    Assim como na Amazônia, também é maior a extensão das propriedades, dos assentamentos, das unidades de conservação ou de áreas destinadas à defesa nacional.
    No resto do país, diante do denso processo de ocupação econômica e demográfica, o reconhecimento de terras indígenas enfrentou mais dificuldades, assim como tende a afetar mais pessoas e interesses econômicos. Pior ficou a situação de povos, como os Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul, que permaneceram invisíveis ao Estado brasileiro por longo tempo, sendo que hoje se sabe tratar-se da mais populosa etnia no Brasil, mas que não dispõe de terras nem sequer na dimensão destinada aos assentados da reforma agrária.
    Há equívoco quando é advogada a revisão pela Embrapa dos laudos antropológicos que embasam as demarcações. O critério de “produtividade”, evocado para excluir áreas com potencial produtivo dos limites das terras a serem demarcados, além de inconstitucional e discriminatório, deixaria a Embrapa na situação de ter que responder, judicialmente, por prejuízos causados aos índios.
    Pior ainda é a iniciativa da bancada ruralista, que pretende emendar a Constituição para exigir a homologação das terras pelo Congresso, que tem exercido com dificuldade a sua função legislativa e não teria como produzir juízo técnico sobre a destinação de terras, tarefa típica do Executivo. O resultado seria a paralisação das demarcações e a transferência das decisões para o Congresso.
    Nos casos em que a aplicação do artigo 231 forem insuficientes, como é o caso dos Guarani-Kayowá, uma solução justa e legal é a desapropriação de áreas, indenizando-se os proprietários pelo valor das terras, o que poderá representar um custo menor do que suportar processos conflitivos, com recurso à violência ou à justiça e com resultados menos efetivos para todos.
    Não é preciso burocratizar o procedimento administrativo para a demarcação, que já foi juridicamente saneado em 1996. É preciso dotar a Funai de instrumentos para desapropriar e indenizar com presteza com títulos de efetivo valor (como os títulos da dívida agrária), para enfrentar situações específicas que geram conflitos e perpetuam injustiças.
    O bater de cabeças entre ministros e parlamentares não resolve a questão. Cabe ao ministro da Justiça a responsabilidade de retomar o processo demarcatório, provendo os instrumentos para que a União conclua, de forma ágil e justa, o resgate de direitos que se espera há 25 anos.

Márcio Santilli. O Globo Amanhã. P.29 28-05-2013. ( Adaptado)

Na organização do texto, o enunciador utiliza recursos para enfatizar as ideias expressas. Do ponto de vista semântico, há gradação das ideias entre
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200790583Língua Portuguesa

O trecho em que há falta de paralelismo entre os termos, de acordo com a norma culta padrão, é

#Dificuldades da Língua Padrão
Questão 457941200893237Língua Portuguesa

Deram-te uma educação, como não tiveram muitas ricas e ilustres damas que eu conheço. És formosa, e tens uma cor linda, que ninguém dirá que gira em t...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201084086Língua Portuguesa

Governo de São Paulo combate homofobia _____ mais de uma década, a história de combate _____ homofobia tem no governo do Estado de São Paulo um aliado...

#Dificuldades da Língua Padrão#Uso de Há e A#Artigos#Uso da Crase#Morfologia
Questão 457941201144970Língua Portuguesa

O ponto de vista defendido pelo enunciador acerca da influência da propaganda na vida das crianças é

#Análise Textual
Questão 457941201399289Língua Portuguesa

Barcaça Embarcação, geralmente de madeira, podendo possuir ou não cobertura dotada de velas, empregada para o transporte de cargas que se destinam aos...

#Substantivos#Morfologia
Questão 457941201473733Língua Portuguesa

Porque me faz lembrar de minha mãe. [Texto 2] Considerando o verbo lembrar, utilizado no fragmento em destaque, extraído do Texto 2, a construção que,...

#Análise Textual#Diversidade Linguística#Sintaxe#Regência Verbal e Nominal
Questão 457941201492933Língua Portuguesa

A muralha da China Lívia Lombardo Durante 1 900 anos, os chineses ergueram muros para se proteger das invasões dos povos do norte. As primeiras barrei...

#Compreensão e Interpretação Textual#Substantivos#Análise Textual#Morfologia
Questão 457941201509974Língua Portuguesa

Firjan: indústria ensaia retomada, mas falta estímulo à recuperação Chico Santos | Valor RIO - A recuperação da indústria na passagem de junho para ju...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941202049788Língua Portuguesa

O enunciador vai construindo o seu ponto de vista ao longo do texto. Os vocábulos utilizados que corroboram, semanticamente, o ponto de vista defendid...

#Análise Textual
Questão 457941202085928Língua Portuguesa

No 3º parágrafo, a palavra ou expressão que faz a coesão entre as duas exposições, a saber: dos instrumentos jurídicos e dos dispositivos do Estatuto ...

#Análise Textual#Estrutura Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Análise TextualQuestões do UNIRIO