Paciente feminina, 72 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, submetida há 12 dias à
cirurgia de revascularização do miocárdio e troca valvar mitral por prótese biológica, evoluiu com infecção de sítio cirúrgico
(mediastinite) e choque séptico. Encontra-se em Unidade de Terapia Intensiva, intubada e em ventilação mecânica, sob
sedação contínua. Recebe noradrenalina 0,4 mcg/kg/min e vasopressina 0,03 U/min para manutenção da pressão arterial
média (PAM) acima de 65 mmHg. Desenvolveu oligúria nas últimas 72 horas, com diurese inferior a 0,3 mL/kg/h, apesar
do uso de furosemida em dose alta (200 mg/dia). Apresenta balanço hídrico positivo acumulado de 8 litros, congestão
pulmonar importante e edema de membros inferiores. Exames laboratoriais recentes: creatinina 4,2 mg/dL (nível basal de
0,8 mg/dL), ureia 250 mg/dL, potássio 6,1 mEq/L, pH 7,20, bicarbonato 12 mEq/L e lactato arterial 3,5 mmol/L.
Qual a modalidade de terapia renal substitutiva mais adequada para essa paciente nesse momento?