Crises epilépticas são comuns em departamentos
de emergência (DE) e podem desde casos sem
gravidades até situações com risco de morte. Dessa
forma, para todos os pacientes é necessária uma
minuciosa avaliação do histórico clinico, verificando
uso de medicamentos, drogas ilícitas e possibilidades
de abstinência, para definir corretamente as medidas
de ação o mais rápido possível. Quanto à essas crises
e a definições do estado epiléptico, é CORRETO
afirmar que:
A As crises epilépticas são classificadas em
generalizadas e focais. As generalizadas são aquelas as
quais se iniciam em algum ponto do sistema nervoso
central e logo envolvem redes neuronais. Já as focais são
as que se originam de redes limitadas a um hemisfério.
Podem ser discretamente localizadas ou mais amplamente
distribuídas.
B As principais situações clínicas que geram confusão
mental são: síncopes, ataques de pânico, distúrbios de
sono e enxaquecas. Assim, não se faz necessário checar
causas secundárias de crises epilépticas, uma vez
averiguadas uma das situações previamente citadas.
C Todo paciente que dá entrada em um DE com possível
quadro de crise epiléptica deve ser imediatamente
submetido a glicemia capilar, sendo aceitável e não-problemática a averiguação de condições de hipoglicemia.
D O estado epiléptico é dividido em estado epiléptico
convulsivo (clássico) ou não-convulsivo. O estado
epiléptico clássico é definido como a presença inúmeras
crises sem a completa recuperação e de pouca duração
(menos que 10 minutos). Quanto ao estado não-convulsivo, há alterações tônico-clônicas, diagnosticadas
por exames laboratoriais.
E No manuseio inicial do paciente e tratamento, é
fundamental a avaliação do estado hemodinâmico
(pressão arterial, pulso, perfusão periférica), além da
glicemia, temperatura e saturação do oxigênio.
Intervenções medicamentosas com medicação
antiepiléptica são sempre recomendadas para quaisquer
cenários de crises.