Na perspectiva de ruptura com o conservadorismo e, portanto, com o Serviço Social tradicional, Yolanda Guerra (1995), na
obra “A instrumentalidade do Serviço Social”, tece uma concepção para a instrumentalidade do Serviço Social, que deve
ser compreendida como:
A espaço que se restringe às respostas operativo-instrumentais, caracterizadas pela manipulação de instrumentos e técnicas,
para atender às demandas socialmente postas à profissão de forma imediatista.
B a constituição de capacidades historicamente construídas pela profissão, com o objetivo de responder às demandas que lhes
são atribuídas pelas instituições empregadoras, de forma pragmática.
C as diversas dimensões que compõem o exercício profissional, com destaque para a dimensão teórico-metodológica para a
dimensão ético-política que, quando possível, articulam-se com a dimensão técnico-operativa.
D mediação, ou seja, como instância de passagem e articulação dos vários elementos que constituem a cultura profissional,
sendo espaço de reflexão dos valores subjacentes à direção social das respostas dadas à profissão, permitindo que se
estabeleçam vínculos com o projeto ético-político do Serviço Social.