Texto 1
Não se pode, portanto, continuar reduzindo a participação do escravo negro de Goiás a de um mero “figurante mudo”, ou
“agente passivo” e romântico do processo histórico. […] Sua revolta e inconformismo ao sistema escravista imposto no Goiás
Colônia são preocupações contínuas, às vezes lentas, mas permanentes, iniciadas no primeiro sentimento libertário, ou
“estágio” de fuga, até sua abrangência coletiva nos quilombos […].
SILVA, Martiniano José da. Quilombos no Brasil Central: séculos XVIII e XIX (1725-1888). Introdução ao estudo da escravidão. Dissertação (mestrado em
História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1998. p. 384.
Texto 2
Apesar de meios coercitivos, o trabalho [em Goiás] é feito com a genuína preguiça brasileira. Assim, por exemplo, durante um
dia, da mina de 10 braças de profundidade, por uma trilha suave de ascensão, um negro conduz pedras de 10 a 15 libras,
numa gamela de madeira sobre a cabeça, no máximo quatro vezes. [...] Quando chove, não se trabalha absolutamente.
Pohl, Johann E. Viagem ao interior do Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1951. p. 354.
Sobre o processo de escravização negra em Goiás entre os séculos XVIII e XIX, verifica-se que