Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201397232

Observe o último período do primeiro parágrafo da crônica de Lya Luft:“Os males foram-se acumulando de tal jeito que é d...

1

457941201397232
Ano: 2016Banca: IF SUL - MGOrganização: IF Sul - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Sintática | Análise Textual | Sintaxe
Texto associado
TEXTO I
‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/

Observe o último período do primeiro parágrafo da crônica de Lya Luft:


“Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.”


A relação semântica estabelecida entre a 1ª e a 2ª oração é de:

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200082281Língua Portuguesa

O texto Autismo faz parte da matéria “O lado bom das coisas ruins”, a qual apresenta aspectos positivos relacionados a síndromes, doenças e comportame...

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200226674Língua Portuguesa

Sobre a obra “Dois Irmãos” de Milton Hatoum, considere as seguintes afirmativas: I – O título faz referência a dois irmãos que, supostamente, têm pais...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200562745Língua Portuguesa

No conto de Clarice Lispector, o aspecto exótico, demarcado pela “raridade” da descoberta da “menor mulher do mundo”, é relativizado, principalmente, ...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200686757Língua Portuguesa

Observe o período abaixo, retirado do 4º parágrafo do texto de Lya Luft.“Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um text...

#Semântica Contextual#Reescrita Textual#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941200964050Língua Portuguesa

Minha língua, minha pátria Estudante de Letras da UFSCar, o indígena Luciano Ariabo Quezo, decidiu escrever um livro didático para evitar o desapareci...

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941201204060Língua Portuguesa

As porcentagens são mencionadas no texto com o objetivo de:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201234674Língua Portuguesa

Após a sua leitura da obra de Mário de Andrade, “Amar, verbo intransitivo”, assinale a alternativa que está de acordo com o seu enredo:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201331659Língua Portuguesa

A expressão “diretamente relacionada ao estilo de vida do indivíduo” se refere à:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual#Estrutura Textual
Questão 457941201536963Língua Portuguesa

Nesse trecho, apesar da grande amizade que nutria por Escobar, Bento Santiago tenta disfarçar a sua dor pela perda do amigo porque:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201561316Língua Portuguesa

A ideia central do texto é sintetizada no trecho:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do IF SUL - MG