Na perspectiva da diversidade e da multiplicidade
de propostas e ações que caracterizam o mundo
contemporâneo, seria interessante lançarmos um
olhar mais crítico sobre a dança na escola. Atentos
ao fato de que a escola deve dialogar com a
sociedade em transformação, ela é um lugar
privilegiado para que o ensino de dança se processe
com qualidade, compromisso e responsabilidade.
Sobre o ensino da dança nas aulas de Educação
Física do ensino médio é correto afirmar:
A
Não há necessidade de pensar a escola como um
espaço de sensibilização do aluno para o
conhecimento, de reconhecimento da dança como
forma de produzir arte e de compreensão da arte
como um conhecimento imprescindível para que
possamos viver o mundo em perspectiva estética.
B
A dança é uma manifestação cultural bastante
significativa em nosso país e não é recente a sua
presença nos espaços escolares de forma recorrente,
seja como festejo, como atividade, ou como
conhecimento. Sendo assim, a escola dever focar
no ensino da dança contemporânea.
C
As relações que se processam entre corpo, dança
e sociedade são fundamentais para a compreensão e
eventual transformação da realidade social. Desta
forma, a dança, no contexto escolar, tem o
potencial de trabalhar a capacidade de criação,
imaginação, sensação e percepção, integrando o
conhecimento corporal ao intelectual.
D
A dança no currículo deve fazer parte de
projetos sociais, pois é questionável sua
necessidade como expressão do ser humano, uma
produção cultural que pode ensinar muito sobre
como os indivíduos vivem e se organizam em
sociedade, como se movimentam e comemoram
suas realizações.
E
A vivência da dança como um conteúdo na
escola não tem suas especificidades. É importante
reconhecer que a dança na escola é igual em outros
espaços sociais, como num curso de balé, ou na rua, por exemplo. Nesses contextos, aprender a
dançar pode ter objetivos específicos, como formar
bailarinos, integrar-se socialmente ou manter uma
tradição.