No livro “Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica”,
Marilda Villela Iamamoto, ao analisar o Serviço Social no processo de reprodução das
relações sociais, explicita o significado social da profissão. Em relação a tal construção analítica é
INCORRETO afirmar que
A no que se refere às respostas à questão social, a autora explicita que, historicamente, passou-se da
caridade tradicional para a centralização e racionalização da atividade assistencial e de prestação
de serviços sociais pelo Estado, à medida que se ampliou o contingente da classe trabalhadora e
sua presença política na sociedade. O Estado passou a atuar sistematicamente sobre as sequelas
da exploração do trabalho expressas nas condições de vida do conjunto dos trabalhadores.
B as classes sociais fundamentais só existem em relação, pela mútua mediação entre elas e com isso
a atuação do Assistente Social é polarizada pelos interesses de tais classes, portanto, o Assistente
Social responde tanto a demandas do capital como do trabalho, privilegiando as demandas do
primeiro.
C o Serviço Social é uma profissão inserida na sociedade capitalista e participa da reprodução das
relações de classes e do relacionamento contraditório entre elas, sendo uma profissão historicamente
situada e configura-se como uma especialização do trabalho coletivo dentro da divisão social do
trabalho peculiar à sociedade industrial.
D o Serviço Social no Brasil afirmou-se como profissão estreitamente integrado ao setor público
em especial, diante da progressiva ampliação do controle e do âmbito da ação do Estado junto
à sociedade civil. Dessa forma, não se pode pensar a profissão no processo de reprodução das
relações sociais independente das organizações institucionais a que se vincula.