Uma mulher de 90 anos de idade, diabética e
hipertensa, acometida de doença de Alzheimer há 15 anos
encontrava‑se acamada, dormindo a maior parte do dia,
com necessidade de assistência para banho e alimentação
adaptada em pequena quantidade. A paciente achava‑se
incapaz de realizar outras atividades.
Ela foi levada ao pronto‑socorro pelo esposo e pelo
filho, devido à redução importante da ingestão alimentar,
ocorrida há quatro dias, no pós‑engasgar do jantar. Foi
recebida como não contactante, taquipneica, com roncos
e crepitantes difusos, e sinais de esforço respiratório,
hipotensa e com perfusão lentificada.