“O novo sujeito histórico a ser construído será popular e plural, isto é, constituído por uma multiplicidade de
atores e não pela “multidão”, da qual falam Michael Hardt e Antonio Negri. Podemos então conceituar o
sujeito histórico na seguinte alternativa.
A O sujeito histórico, simplesmente, é o agente social. Aquele que atua de forma a modificar o meio. Este
sujeito nasce de orientações sociais, políticas e econômicas e não é apto a ser estudado pela história, pois
é o homem comum, que não exerce e nem possui força suficiente para criar a sua história.
B Os sujeitos históricos são sujeitos de suas ações e se autoproduzem em processos coletivos de natureza
econômica, política e cultural na convivência livre com os demais sujeitos sociais. Porém, esse sujeito
histórico atua de forma individual, não interage com a realidade, assim não se torna parte integrante
desse meio social e histórico que atua.
C O sujeito histórico pode ser entendido, por sua vez, como sendo os agentes de ação social, porém não se
tornam significativos para estudos históricos, pois pertencem ao coletivo e não ao individual, sendo assim
de difícil identificação, logo não podem ser escolhidos com fins didáticos, sendo eles indivíduos, grupos ou
classes sociais.
D Os sujeitos históricos são todos aqueles que, localizados em contextos históricos, exprimem suas
especificidades e características, sendo líderes de lutas para transformações (ou permanências) mais
amplas ou de situações mais cotidianas, que atuam em grupo, ou isoladamente, e que produzem para si
ou para uma coletividade.