“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões
linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também
em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses
empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se
formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos
pré-colombianos].”
(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA,
Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das
Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)
Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos
povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que: