Adolescente de 17 anos, do sexo feminino, previamente sadia, foi
admitida em uma clínica particular com história de queda de uma
cadeira escolar. A paciente sofreu escarificação mínima na mão
esquerda, e queixava-se de dor intensa local. Foi então realizada
imobilização gessada, no antebraço e mão esquerda, pela suspeita
de fratura, embora o exame radiográfico, realizado no
atendimento, não tenha revelado fraturas ou anormalidades na
mão esquerda. A despeito da imobilização, a dor progrediu
imensamente e em 96 horas se tornou intolerável. Foi levada a um
serviço de emergência de um hospital universitário, onde, após a
remoção do gesso, notou-se um edema difuso no dorso da mão
esquerda, de coloração arroxeada, com presença de crepitação à
palpação superficial da pele. A dor parecia desproporcional aos
achados do exame físico. Em pouco tempo, o edema e a crepitação
se propagaram centripetamente em ritmo acelerado e a paciente
já apresentava febre, taquicardia e hipotensão arterial.
O agente etiológico que mais provavelmente foi responsável pelo
quadro apresentado pela adolescente é: