Segundo as lições de Rogério Sanches Cunha e Juarez Cirino dos Santos, em suas obras “Manual de
Direito Penal” e “A moderna teoria do fato punível”, respectivamente, é incorreto afirmar sobre o dolo:
A No dolo de propósito o sujeito age com vontade e consciência refletida e premeditada, enquanto que no dolo
de ímpeto o autor age de modo repentino, sem intervalo entre a cogitação e a execução do crime.
B O erro de tipo significa defeito de conhecimento do tipo legal e, assim, exclui o dolo, porque uma
representação ausente ou incompleta não pode informar qualquer dolo de tipo. Assim, se o erro é inevitável,
exclui o dolo, enquanto o erro evitável exclui o dolo e a punição por crime culposo, se previsto em lei.
C Entende-se por dolo abandonado a conduta do agente que, afastando-se de seu propósito inicial, desiste de
prosseguir na execução de determinado delito ou atua para impedir que o resultado se concretize.
D A teoria penal moderna distingue três espécies de dolo: intenção, propósito direito e propósito condicionado.
No primeiro caso, a intenção designa o que o autor pretende realizar; o propósito direto abrange as
consequências típicas previstas como certas ou necessárias; e, o propósito condicionado, indica aceitação das
ou conformação com consequências típicas previstas como possíveis.