Leia o texto a seguir.
A Europa de fins do século XVIII e início do século XIX constituise em palco da construção e consolidação de uma nova
sociedade - a sociedade capitalista -, onde os exercícios físicos
terão um papel destacado. Para essa nova sociedade, tornavase necessário "construir" um novo homem: mais forte, mais ágil,
mais empreendedor. Como a riqueza produzida por essa nova
sociedade "pertencia" a poucos, a miséria como seu avesso
"pertencia" a muitos: exatamente àqueles que produziam a
riqueza exaurindo as forças de seu próprio corpo. Isso mesmo,
a força física, a energia física, transformava-se em força de
trabalho e era vendida como mais uma mercadoria, pois era a
única coisa que o trabalhador dispunha para oferecer no
"mercado" dessa chamada "sociedade livre". Os exercícios
físicos, então, passaram a ser entendidos como "receita" ê
"remédio". Julgava-se que, através deles, e sem mudar as
condições materiais de vida a que estava sujeito o trabalhador
daquela época, seria possível adquirir o corpo saudável, ágil e
disciplinado exigido pela nova sociedade capitalista. É preciso
ressaltar que, em relação às condições de vida e de trabalho,
passados mais de um século, esse quadro pouco se alterou em
países como o Brasil.
SOARES, C. L. et al. Metodologia do Ensino da Educação Física. Ed. Cortez,
São Paulo, 1992, p. 34.
Esse tensionamento acima mencionado permanece como
um desafio atual no trabalho escolar. Por isso é necessário
definir um posicionamento científico sobre a Educação
Física. Ao conceituar a Educação Física, Soares et. al,
(1992), postulam que ela seja