Uma paciente de 74 anos de idade compareceu ao
ambulatório relatando quadro de dor torácica opressiva ao subir
rapidamente as escadas de sua casa, com alívio ao repouso após
três minutos, havia seis meses. De acordo com o histórico clínico,
ela teve um episódio de síncope ao subir uma ladeira na última
semana, sem liberação esfincteriana ou pródromos e com rápida
recuperação da consciência, sem período pós-ictal ou sequelas.
Ela apresentava dislipidemia havia 15 anos, tratada atualmente
com sinvastatina 20 mg ao dia. Ao exame físico, observou-se
frequência cardíaca de 82 bpm, pressão arterial de
132 mmHg × 78 mmHg, ritmo cardíaco regular em dois tempos,
sopro mesossistólico de ejeção no 4.º espaço intercostal, linha
paresternal à direita, do tipo crescendo-decrescendo com
irradiação para as carótidas, de 3+/4, com frêmito. Os demais
dados do exame físico não revelaram anormalidades
significativas. O eletrocardiograma revelou hipertrofia
ventricular esquerda.