Pascoal e Marie, ambos de nacionalidade francesa e que se
naturalizaram brasileiros, se encontravam em território belga, a
serviço de uma fábrica chinesa de conectores, quando Anne, fruto
da união do casal, nasceu. Logo após o nascimento de Anne,
ocorreu o cancelamento da naturalização de Pascoal e Marie por
força de sentença judicial transitada em julgado.
Anne, que estava residindo na França, quando completou vinte
anos de idade, foi condenada pela prática de tráfico ilícito de
substâncias entorpecentes, mas conseguiu fugir para o território
brasileiro logo em seguida, passando a nele residir em caráter
permanente. Ato contínuo, foi requerida a extradição de Anne.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que Anne