Um paciente de 69 anos de idade, ex-tabagista de
40 anos/maço, compareceu ao pronto-socorro relatando piora de
tosse produtiva e de dispneia havia uma semana. Ele relatou ter
sido internado em duas outras ocasiões no mesmo ano, apesar do
uso regular de formoterol associado à budesonida. Ao exame
físico, apresentava os seguintes resultados: saturação de oxigênio
em ar ambiente (SO2) de 90%, frequência respiratória de 28 rpm,
pressão arterial de 118 mmHg × 72 mmHg, frequência cardíaca
de 104 bpm e ritmo cardíaco regular em dois tempos sem sopros.
A ausculta pulmonar revelou murmúrio vesicular
diminuído globalmente, com crepitações em bases. O restante do
exame físico não apresentou mudanças significativas.
Os exames laboratoriais na admissão revelaram: pH = 7,31;
pO2 = 91; pCO2 = 48; HCO3 = 24; BE = 1 (gasometria arterial em
ar ambiente); hemoglobina = 14 g%; leucócitos = 7.100 com 1%
de bastonetes, 10% de eosinófilos e creatinina 0,8 mg/dL. A
espirometria prévia demonstrou volume expiratório forçado no
primeiro segundo (VEF1) = 45% do predito (após
broncodilatador). Após três nebulizações com fenoterol e
ipatrópio, o paciente evoluiu com melhora da dispneia, SO2 de
94% e frequência respiratória de 22 rpm.