A educação física escolar surge no Brasil com uma forte marcação de divisão por gênero, que
reforçou a ideia de papéis sociais distintos entre homens e mulheres na medida em que defendeu,
ao longo de quase todo o século XX, atividades corporais destinadas aos públicos masculino e
feminino. Contudo, ao longo das últimas décadas do século XX e as primeiras décadas do século
XXI, as questões de gênero foram incorporadas ao trato pedagógico da educação física,
ressaltando o importante papel deste componente curricular no processo de desconstrução dos
preconceitos sexistas. Nesta perspectiva, torna-se fundamental que os educadores busquem
pedagogizar as práticas corporais, propiciando que os educandos reflitam que