Hahnemann observou que, ao utilizar em um paciente uma substância capaz de
produzir os mesmos sintomas que desejava curar, ocasionava inicialmente uma
forte agravação, pois, no princípio, os efeitos do medicamento se somavam aos
da própria doença. Por exemplo, ante um quadro de diarreia, ao ministrar pequenas doses de substâncias que têm a capacidade de mover abruptamente o intestino, provocava-se uma forte agravação, seguida de uma cura completa. A fim de
fugir dessa danosa e indesejável ação inicial, chamada efeito primário, ele passou
a diluir o medicamento. Assim, preparava uma tintura pura de uma substância medicamentosa, da qual retirava uma única gota, e a diluía em cem gotas de água
alcoolizada. Com a intenção de homogeneizar a mistura, agitava-a fortemente, por
meio de cem pancadas surdas e ritmadas, confeccionando o que se convencionou
chamar de primeira diluição centesimal hahnemanniana, abreviadamente CH 1.
O método descrito acima recebe o nome de: