Após a abolição da escravidão, boa parte da população negra no Brasil continuou marginalizada social, política e economicamente. Apesar de a Constituição de 1891 atestar que todos eram iguais perante a lei, durante a Primeira República,
A
os cidadãos negros não puderam ter acesso à legislação trabalhista e à Carteira de Trabalho instituídas por essa constituição para regulamentar o trabalho assalariado em massa, tornando-se, assim, mão de obra barata e relegada à economia informal.
B
as grandes instituições de ensino não aceitavam alunos “de cor”, restando aos negros as escolas públicas de estrutura precária e qualidade de ensino insatisfatória criadas especialmente para essa população.
C
o direito ao voto era privilégio exclusivo de uma elite letrada, excluindo, além dos analfabetos (dentre os quais se encontrava a maioria da população negra), mulheres, soldados e religiosos.
D
os imigrantes europeus, como assalariados, ocuparam os postos de trabalho antes exercidos pelos escravos, restando à maioria da população negra migrar para o interior e o nordeste do país, concentrando-se no meio rural, em minifúndios precários, sob condições de miséria.
E
eventos como a Revolta da Armada demonstraram a permanência de práticas escravocratas como o uso do castigo físico pela Marinha brasileira, a excessiva exploração do trabalho braçal e a diferença de tratamento entre trabalhadores brancos e negros.