Desenhos em cavernas são registros que, desde a Antiguidade, os seres humanos jogam e brincam entre si, e mostram que o jogo acompanhou a evolução histórica e está presente em todas as civilizações (KISHIMOTO, 1993).
Sobre o jogo, enquanto elemento cultural, podemos afirmar que são verdadeiras as afirmações abaixo, EXCETO:
A
O jogo e sua importância para a educação já foi estudado por importantes teóricos, tais como Brougère, Bruhns, Duflo, Freire, Huizinga, Kishimoto, Knijnik, Pascal, Piaget, Schiller, Vigotski, entre outros. Esses estudos comprovam que o jogo ultrapassou a barreira do tempo, das sociedades e dos valores a que ele foi submetido, estando presente em diferentes momentos históricos.
B
Entre as conceituações do jogo, a que mais se destaca é a de Huizinga (1980): “O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana”.
C
Na expressão “vamos jogar futebol”, podemos observar profundas relações e interfaces entre jogo, brincadeira e esporte e, por pertencerem à grande “família” da cultura lúdica humana, seja local ou então global, podemos afirmar que essas três terminologias são sinônimas.
D
Apesar da recreação estar associada ao jogo, eles se diferem, uma vez que a recreação é compreendida como sinônimo de atividades realizadas com o intuito de promover diversão, podendo ser jogos, danças, festas, entre outros.
E
Várias são as teorias que atribuem valores ao jogo. Na Grécia Antiga, Aristóteles apresenta o jogo como uma forma de buscar o prazer e com fim em si mesmo. Por ser associado a fonte de prazer, sua prática foi proibida pela Igreja no século 17, excetuando-se os jogos das festas religiosas. No século 18, Rousseau defende uma função para o jogo, atribuindo a ele uma função educativa, reforçada por Schiller (1992), ao considerar o jogo como sendo sinal de humanidade. Com a Revolução Industrial, o jogo assume funções ligadas à lógica de produção e consumo. Huizinga (2007) defende o jogo como elemento da cultura humana.