“[...] não há como garantir que ninguém, em
nenhuma circunstância, esteja definitivamente
incluído em qualquer lugar que seja. [...] “seria
utópico, irreal e ingênuo dizer isso”, posto que
“Não basta somente estar presente fisicamente
numa sala de aula, por exemplo, e não ter a
oportunidade de participar efetivamente do processo ensino-aprendizagem ali ocorrido, bem
como não ter reconhecida sua singularidade”
(p.55). Considerando o caráter processual e
dialético desse conceito inclusivo/excludente,
essa afirmação nos leva a pensar que a exclusão,
também não é definitiva, desde que estratégias
sejam pensadas para ampliar a participação de
todos, respeitando suas particularidades. A lógica
dialética do conceito inclusivo/excludente se
distancia da ideia de se pensar a inclusão como
normatização, homogeneização ou mera
adaptação e destaca a contrariedade e a
reversibilidade nesses processos dinâmicos.”
(FONSECA, Michele Pereira de Souza da; RAMOS, Maitê
Mello Russo. Inclusão em movimento: discutindo a diversidade
nas aulas de educação física escolar. In: PONTES JUNIOR,
José Airton de Freitas (Org.). Conhecimentos do professor de
educação física escolar [livro eletrônico]. Fortaleza, CE:
EdUECE, 2017, p 184-208.)
De acordo com a reflexão das autoras, são
estratégias importantes a serem adotadas na
Educação Física escolar para promover a
inclusão: