Os Estudos Surdos surgiram na década de 1980 em oposição frontal aos modelos de estudos
até então utilizados para se compreender a surdez e como lidar com ela. É considerado
objetivo dos Estudos Surdos:
A estudar a surdez para além de uma experiência biológica, abordando e compreendendo os
fenômenos sociais, culturais, políticos, linguísticos e discursivos vivenciados por surdos
desde uma perspectiva cultural, tendo a surdez como marcador da diferença e não como
experiência da falta, realizando pesquisas cujo foco é abordar temas relevantes para
surdos a partir da visão surda.
B fazer oposição ao modelo inclusivo de educação, considerando-o antiquado para os
diversos grupos de pessoas com deficiência, garantindo, assim, que todos os surdos
estudem em escolas para surdos, onde o contato com ouvintes não acontece, o que
minimiza os problemas de seu desenvolvimento em Língua Brasileira de Sinais e em
Língua Portuguesa na modalidade escrita.
C promover a igualdade entre surdos e ouvintes, enfatizando não suas diferenças, mas suas
similitudes, provando que ambos são capazes de se desenvolver social, cultural e
emocionalmente, desempenhando as mesmas funções, pois cognitivamente apresentam
as mesmas potencialidades, passíveis de serem expressas tanto em Língua Portuguesa
quanto em Língua Brasileira de Sinais.
D discutir a educação de surdos e seus avanços, levando em conta, principalmente, as
contribuições das tecnologias para captação de som, surgidas a partir da década de 1980,
as quais asseguram, cada vez mais, a possibilidade de interação do sujeito surdo com o
seu entorno social, não apenas em Língua Portuguesa na modalidade oral como também
na modalidade escrita dessa língua.