Atualmente, em oposição às vertentes mais tecnicistas,
esportivistas e biologistas, inspiradas no novo momento
histórico social pelo qual passou o país, coexistem na
área da Educação Física várias concepções, tendo em
comum a tentativa de romper com o modelo mecanicista
e conteudista da Educação Física.
Nesse contexto, a abordagem desenvolvimentista
A preocupa-se em garantir a especificidade,
na medida em que considera o binômio corpo /
movimento como meio e fim da Educação Física
escolar. O alcance da especificidade se dá por
meio da finalidade da Educação Física na escola,
que é de formar o cidadão que irá usufruir,
partilhar, produzir, reproduzir e transformar as
formas culturais da atividade física (o jogo,
o esporte, a dança, a ginástica).
B as caracteriza-se pela busca do desempenho
máximo, de padrões de comportamento sem
considerar as diferenças individuais, sem
levar em conta as experiências vividas pelos
alunos, com o objetivo de selecionar os mais
habilidosos para competições e esporte de
alto nível.
C propõe que se considere a relevância social
dos conteúdos, sua contemporaneidade e sua
adequação às características sociocognitivas
dos alunos. Enquanto organização do currículo,
ressalta que é preciso fazer com que o aluno
confronte os conhecimentos do senso comum
com o conhecimento científico, para ampliar o
seu acervo de aprendizado.
D defende a ideia de que o movimento é o principal
meio e fim da Educação Física, propugnando
a especificidade do seu objeto. A habilidade
motora é um dos conceitos mais importantes
dentro dessa abordagem, pois é por meio
dela que os seres humanos se adaptam aos
problemas do cotidiano, resolvendo problemas
motores.