Na prescrição de antibiótico, devemos considerar o foco de infecção provável e o possível agente bacteriano envolvido,
bem como os fatores de risco para resistência bacteriana.
Baseado nestes princípios analise o caso abaixo:
Uma senhora de 83 anos, acamada previamente por quadro demencial e AVC há 3 anos, dá entrada na emergência com
história de crise convulsiva e rebaixamento do nível de consciência há 40 minutos. Segundo a cuidadora, a paciente estava
bem, alimentando-se com ajuda e sem queixas, até apresentar a crise convulsiva.
Ao exame, apresentava-se letárgica, com leve taquipneia, sem obedecer a comandos, sialorreica e com roncos na ausculta
respiratória. Escala de Coma de Glasgow de 8 pontos. Saturação de oxigênio de 86% e frequência respiratória de 28ipm.
PA: 170 x 100 mmHg e FC: 116bpm. Foi instalado oxigênio, analgesia com dipirona e hidratação venosa. Coletou exames
que mostraram 16.800 Leucócitos (89% de segmentados; 10%LT e 01 Mon); Hb: 12,2g/dl; ureia: 32 mg/dl; Creatinina: 1,4
mg/dl; PCR<0,5 mg/dl; Sódio: 130 mEq/L; potássio: 3,4 mEq/L.
Sumário de urina coletado na emergência mostrou várias bactérias móveis e leveduras, 18 piócitos por campo, 20 hemácias,
nitrito negativo, pH: 5,9; densidade: 1021.
Diante deste caso é CORRETO afirmar que