Considerando que língua é cultura, Campos (1986) afirma
que “não se traduz de uma língua para outra, e sim de uma
cultura para outra”. Assim, o tradutor e intérprete de
Libras-Português precisa
A formar alianças e morar próximo a uma comunidade
surda a fim de que a apropriação cultural seja
dinâmica e progressiva, uma vez que a brasilidade dos
não surdos é elemento de domínio absoluto daqueles
que nascem no Brasil, dispensando a necessidade de
investimento em ambas as comunidades de trabalho
envolvidas.
B buscar aprimoramento e formação exclusivamente no
campo linguístico de ambas as línguas de trabalho,
Libras e Português, uma vez que a habilidade de
exercer a profissão envolve aspectos formais
disponíveis nas gramáticas de ambas as línguas e na
habilidade de conversão entre elas.
C oferecer serviços e condições voluntárias de trabalho
com o objetivo de conquistar membros da
comunidade surda para participar na sua formação
linguístico-cultural, atribuindo aos surdos a
responsabilidade de formar tradutores e intérpretes de
libras.
D ampliar conhecimentos e vivências que favoreçam a
apropriação de elementos culturais de ambas as
comunidades de trabalho surdos e não-surdos, uma
vez que a comunidade surda brasileira possui
peculiaridades históricas, políticas, linguísticas e
sociais, ora distintas, ora inusitadas, em relação à
sociedade não surda brasileira.