“Cabe aqui ressaltarmos o fato de que o
esforço de se lançar mão da Educação Física
como elemento educacional - ainda que de
conformidade com uma visão de saúde corporal,
saúde física, eugênica - enfrentava barreiras
arraigadas nos valores dominantes do período
colonial, sustentáculos do ordenamento social
escravocrata, que estigmatizaram a Educação
Física por vinculá-la ao trabalho manual, físico,
desprestigiadíssimo em relação ao trabalho
intelectual, este sim, afeto à classe dominante,
enquanto o outro se fazia pertinente única e tão
somente aos escravos”.
(CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a
história que não se conta. Campinas: Papirus, 1989).
Segundo Cavalcanti (2023) os movimentos
históricos que buscam a superação da realidade
social segregadora não iniciaram hoje. Os
saberes emancipatórios produzidos pelos
africanos e pelos afro-brasileiros nos ajudam a
construir outras formas de resistência.
Sobre a Educação Física o autor explica que