De acordo com Lacerda (2000; 2009), diferentemente da figura do intérprete generalista, o
intérprete educacional se insere numa situação peculiar de inclusão. Segundo a autora, este deve
atuar como um sujeito
A cujo papel não prevê a intervenção no processo de ensino-aprendizagem do surdo, mas a
mediação comunicacional entre ele, o professor e seus colegas, ficando a cargo do
docente a função pedagógica.
B que participa do processo de ensino e aprendizagem do surdo, mantendo-se distante do
cenário escolar para que não haja sobreposição de papéis interferindo sobre o que se
deve traduzir em sala de aula.
C que participa do processo de ensino e aprendizagem do surdo, porque a interpretação, no
cenário escolar, vai além de fazer escolhas ativas sobre o que se deve traduzir,
envolvendo também modos de tornar conteúdos acessíveis para surdos.
D cujo papel prevê total envolvimento pedagógico na educação do surdo, que fica sob sua
responsabilidade com supervisão do professor regente da turma, especialmente quando
se refere à Educação Infantil.