Uma criança de 4 anos é trazida ao pronto-socorro
por sua mãe, com queixa de episódios recorrentes de
vômito, diarreia e perda de peso significativa nos
últimos 6 meses. Durante as consultas, a mãe relata
que a criança teve mais de 15 episódios de
hospitalização no último ano, com múltiplos
diagnósticos inconclusivos, incluindo intolerância
alimentar, gastroenterite crônica e distúrbios
metabólicos raros. Os exames laboratoriais
realizados nas internações anteriores revelaram
hiponatremia intermitente, hipocalemia e níveis de
cortisol no limite inferior da normalidade, mas sem
um padrão consistente.
Na anamnese, a mãe parece bem informada sobre
termos médicos e insiste que a criança apresenta
sintomas somente quando está em casa, e que os
sintomas desaparecem durante as hospitalizações,
mas retornam rapidamente após a alta. Durante a
internação atual, observações de enfermagem
notaram que a mãe é a única pessoa que alimenta a
criança e insiste em administrar todos os
medicamentos orais.
Ao exame físico atual, a criança apresenta sinais de
desnutrição moderada, abdômen levemente
distendido e sinais de desidratação leve. Não há
sinais de infecção ativa ou explicação evidente para
os sintomas relatados. A equipe médica decide
investigar possíveis causas de distúrbios
gastrointestinais e hormonais, mas também
considera a possibilidade de um transtorno factício
imposto à criança.
Com base neste caso clínico e nas características da
Síndrome de Munchausen por Procuração, qual das
seguintes opções representa a melhor abordagem
inicial para confirmar o diagnóstico e garantir a
segurança da criança?