Uma paciente, em um processo de Psicoterapia individual,
percebe que está em um monólogo no dia anterior ao encontro
com seu psicoterapeuta:
“.......Reparei que, quando eu percebo algum sinal de
rejeição num relacionamento, eu acabo rejeitando antes,
finalizando a situação antes que aconteça qualquer coisa,
mas, depois que o medo de achar que eu seria rejeitada
passa, eu fico me questionando se não exagerei, se
realmente era aquilo que eu percebi ou achei que era.
Acho que eu acabo de perceber que sou impulsiva, pois me
expresso no impulso, sem medir consequências, não sendo
nada racional, agindo em cima do que estou sentindo no
momento. Porque toda vez que um relacionamento
termina ou muda de direção, eu me sinto tão mal, sinto-me
perdida, ansiosa, instável emocionalmente, com uma
grande sensação de inutilidade, de insegurança. Minhas
relações sociais são prejudicadas, muita agressividade,
comportamento antissocial, irritabilidade, culpa, solidão e
tristeza.”
Ao ouvir sua paciente expor seu monólogo do dia anterior, o
psicoterapeuta percebe na paciente sintomas de: