Para Mèredieu (2006), a evolução da criança começa
com o que denomina desenho informal; nesse estágio, no
plano plástico, a expressão infantil começa pelo borrão
ou aglomerado e, no plano gráfico, pelo rabisco. Bernson
distingue três estágios do rabisco, e um desses estágio
é o vegetativo motor. Segundo Mèredieu, a respeito do
estágio vegetativo motor, é correto afirmar que
A a imitação do adulto torna-se mais manifesta e se
traduz por uma vontade de “escrever” e de comunicar-se com outrem. A criança elabora uma escrita
fictícia, traçada em forma de dentes de serra, que
procura reproduzir a escrita do adulto.
B há uma tentativa para reproduzir o objeto, e a criança
realiza comentário verbal do seu desenho. São produzidos traços com movimentos descontínuos, e
coincidem com a aquisição do controle duplo (controle do ponto de partida e do ponto de chegada).
C composto de esboços, delineamentos de formas,
esse estágio se caracteriza essencialmente pelo
aparecimento de formas isoladas, tornadas possíveis pelo levantamento do lápis. A criança passa do
traço contínuo ao traço descontínuo. O ritmo se torna
mais lento.
D o olho orienta o traçado, e surge, nesse momento,
a aptidão para emoldurar as figuras e enquadrar o
desenho. A criança aprende a combinar figuras:
círculos tangentes exteriormente, figuras circulares
englobando outras figuras, aparecem os ângulos.
E é quando aparece o tipo de traçado próprio da criança,
mais ou menos arredondado, convexo ou alongado.
O lápis não sai da folha, e esses “turbilhões elípticos
que partem do centro” correspondem a uma “simples
excitação motora”.