A cetoacidose diabética euglicêmica (CAD-E) é uma condição
pouco comum, mas potencialmente ameaçadora à vida, sendo uma emergência que pode ocorrer em pessoas com DM1, DM2,
ou mesmo em pessoas sem diabetes. Apresenta um desafio
diagnóstico, pois, como a glicemia não está muito elevada, pode
haver atrasos no reconhecimento do diagnóstico e no início do
tratamento. Acerca dessa condição, é correto afirmar que
A entre 24 a 72 horas antes de cirurgia de grande porte,
procedimentos invasivos planejados, ou exercícios muito
intensos, é dispensável a suspensão dos iSGLT2 para
redução do risco de CAD-E.
B no manejo da CAD-E, é recomendado iniciar, prontamente, a hidratação e a correção das anormalidades eletrolíticas,
usando-se fluidos intravenosos, seguido de insulina IV, em solução livre de glicose, até que o anion gap e os níveis de bicarbonato se normalizem.
C a CAD-E é definida pela presença de glicemia > 250 mg/dL,
pH < 7,3, bicarbonato < 18 mEq/L,
e concentrações diminuídas de cetonemia. Seu quadro
clínico é semelhante ao da cetoacidose diabética (CAD). anion gap 10-12 mEq/Le,
D após a introdução dos inibidores da SGLT2 (ISGLT2) para o
tratamento de pessoas com DM2, a ocorrência de
CAD-E aumentou, devido ao aumento da excreção urinária
de glicose, à redução da secreção de insulina, ao estímulo à produção de ácidos graxos livres e de corpos cetônicos.
E deve ser considerado o diagnóstico de CAD-E em gestantes sintomáticas (náusea, vômito, dor abdominal difusa, poliúria,
polidipsia, perda de peso, desidratação, fraqueza, fadiga,
taquicardia, taquipneia, letargia e coma), com ou sem
diagnóstico de diabetes, no início da gravidez, visto que é
uma complicação com potencial de provocar morte materna
e fetal.