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No exercício comum da linguagem, como nos demais domínios da experiência, o conceito de coesão, de uma forma geral, aplica-se aos dispositivos utilizados pelas pessoas para ligar e pôr em relação os diversos segmentos com que pretendem construir suas unidades de comunicação. Tais dispositivos ganham maior relevância quando a unidade em construção é o texto, pois é aí que as articulações assumem maior complexidade operacional e de função.
Frequentemente, tem-se feito referência às habilidades dos falantes para distinguirem entre uma sequência aleatória de palavras e um texto. Parece inteiramente razoável admitir que, mesmo intuitivamente, tal discernimento tem em conta a forma como os elementos linguísticos se dispõem e se organizam na superfície do texto. Ou seja, distingue-se um texto de um não-texto, também, pela sequência que as palavras assumem.
É verdade que um texto não se faz unicamente com palavras. Ou seja, um texto requer mais que o aparato linguístico perceptível. O sentido global que veicula ultrapassa as unidades que assentam sobre sua superfície. Contudo, é verdade que um texto se faz também com palavras que se acomodam na linearidade sequencial do tempo ou do papel e que demandam padrões específicos de organização, de maneira a poderem recobrar estatuto de funcionalidade.
Leia as afirmativas a seguir:
I. Segundo o texto, a coesão ocorre no nível da frase e, para sua construção, é necessário apenas o aparato linguístico.
II. Para a autora, o conceito geral de coesão é o de que esse fenômeno está ligado às particularidades da superfície do texto escrito.
III. A expressão Ou seja, usada no texto, é considerada um elemento de coesão.