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ESTRELA MASSIVA
Reportagem de Daniele Cavalcante, em 2020 (disponível em: https://bit.ly/30hYDlm). Com adaptações.
Uma estrela massiva 2,5 milhões de vezes mais brilhante que o Sol, localizada em uma galáxia a cerca de 75 milhões de anos-luz de distância da Terra, desapareceu misteriosamente. Várias equipes de astrônomos já haviam estudado essa estrela entre os anos de 2001 e 2011, e imaginavam que ela explodiria em uma supernova, mas ela simplesmente sumiu sem deixar nenhum rastro luminoso.
A galáxia que abriga essa estrela desaparecida se chama Kinman Dwarf, e fica na constelação de Aquário. Embora a galáxia esteja longe demais para que os astrônomos possam distinguir suas estrelas individualmente, eles podem observar algumas delas através de suas assinaturas luminosas. Assim, a estrela em questão foi acompanhada por vários cientistas, incluindo a equipe de Andrew Allan, do Trinity College Dublin, na Irlanda, pois tudo indicava que a estrela estava nos estágios finais de sua evolução.
No entanto, ao apontar o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul, em 2019, os astrônomos descobriram que a estrela massiva não estava mais lá. Os pesquisadores supõem que a estrela pode ter se tornado menos brilhante e parcialmente obscurecida pela poeira, ou que ela entrou em colapso, transformando-se em um buraco negro sem produzir uma supernova.
De acordo com as evidências encontradas nas assinaturas emitidas pela galáxia, tratava-se de uma estrela variável azul luminosa, que poderia ser uma das mais massivas do universo observável, de acordo com Jose Groh, colega de Allan. Estrelas desse tipo são instáveis, e apresentam mudanças drásticas em seus espectros e brilho.
Mesmo com essas mudanças, no entanto, ela deveria deixar rastros específicos nos dados dos telescópios, mas eles não apareceram quando a equipe foi conferir em 2019. De acordo com Allan, que liderou um estudo sobre a estrela publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, “seria altamente incomum uma estrela tão grande desaparecer sem produzir uma explosão brilhante de supernova”.
Então, a equipe voltou aos dados antigos, obtidos em 2002 e 2009, e as informações indicavam que a estrela na Kinman Dwarf poderia ter passado por um período de explosão que provavelmente terminou em algum momento depois de 2011. Assim, ainda são necessários novos estudos para confirmar o que realmente aconteceu com essa estrela, e isso poderá ser feito quando o Extremely Large Telescope (ELT) do ESO entrar em ação, em 2025. Ele será capaz de observar e analisar estrelas em galáxias distantes, como a Kinman Dwarf, e ajudará a entender o que houve por lá.
I. O texto leva o leitor a entender que o destino da estrela mencionada na reportagem ainda é desconhecido e, portanto, ainda são necessários novos estudos para confirmar o que realmente aconteceu com ela.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que, de 2001 a 2011, a estrela mencionada na reportagem foi estudada por várias equipes de astrônomos e eles imaginavam que ela explodiria em uma supernova.
III. O texto leva o leitor a concluir que, devido à pequena distância em que se encontra a galáxia onde está a estrela em estudo, é possível analisar seus elementos e corpos celestes individualmente e com grande precisão.