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Saneamento e saúde
Pesquisadores estimam que a diarreia é responsável por 4,3% dos anos de vida perdidos ou com incapacitação no mundo e que 88% desta carga de doenças é atribuída ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e higiene inadequados. A maior concentração dessa carga localiza-se em crianças dos países em desenvolvimento, cuja situação do saneamento encontra-se extremamente vulnerável, não se vislumbrando perspectivas sustentadas e continuadas de reversão do quadro.
Um dos desafios presentes nesse contexto consiste na definição de indicadores epidemiológicos e sanitários que permitam nortear as ações e empreender avaliações no campo do saneamento. Especialmente nos países em desenvolvimento, as áreas de saneamento e de saúde, ainda que disponham, respectivamente, de um conjunto de indicadores sanitários e epidemiológicos, não os utilizam de forma sistemática e integrada, para fornecer suporte qualificado às suas ações, na meta de universalizar o atendimento à população. Tais indicadores, além de seu potencial em representar os efeitos da insuficiência das ações de saneamento sobre a saúde humana, podem constituir ferramenta para a vigilância e para a orientação de programas e planos de alocação de recursos em saneamento.
Esse desafio, portanto, inclui uma mais profícua integração dos setores de saneamento e meio ambiente com o setor saúde, sendo que as informações a respeito da realidade desses setores são a base fundamental para tal integração. As vigilâncias epidemiológica, ambiental e sanitária, utilizando essas informações, agindo e demandando medidas de correção aos serviços de saneamento, poderiam contribuir significativamente para a redução das ocorrências de doenças e agravos decorrentes da veiculação hídrica.
Adaptado. Por Silvano S. da Costa; Léo Heller; Cristina C. S. Brandão; Enrico A. Colosimo. Eng. Sanit. Ambient. vol. 10; nº 2; Rio de Janeiro; Apr. / June; 2005. Disponível em: https://bit.ly/34m5UDT.
Leia o texto 'Saneamento e saúde' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. O texto defende a ideia de que o financiamento de projetos de melhoria da infraestrutura de saneamento básico em populações de baixa renda se sobrepõe a todos os demais objetivos dos serviços públicos de saúde.
II. O texto leva o leitor a entender que a maior concentração da carga de diarreia localiza-se em crianças dos países em desenvolvimento, cuja situação do saneamento encontra-se extremamente vulnerável, não se vislumbrando perspectivas sustentadas e continuadas de reversão desse quadro.