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PARTÍCULAS FANTASMAS
Nas profundezas do gelo antártico, estão enterrados mais de 5.000 sensores de luz, que fazem parte do Observatório IceCube, um detector de neutrinos. Em 2018, este observatório recebeu a atenção da comunidade científica de todo o mundo ao detectar uma possível origem dessas “partículas fantasmas”. Agora, um novo artigo reforça a hipótese de que elas vieram de buracos negros supermassivos em centros galácticos.
Neutrinos são um tipo de partícula subatômica elementar, ou seja, que não é composta por partes menores. Eles são semelhantes aos elétrons, exceto pelo fato de que neutrinos não têm carga elétrica e são muito menores, tendo cerca de 4 milionésimos da massa do elétron. Além disso, são altamente voláteis e quase nunca interagem com a matéria do universo. Também não são afetados por campos magnéticos.
Tudo isso torna os neutrinos extremamente difíceis de detectar. Se eles não interagem com a matéria, significa que eles simplesmente atravessam qualquer coisa – incluindo o planeta Terra. Por isso, são capazes de percorrer bilhões de anos-luz atravessando corpos celestes, sem nunca mudarem de direção. Não podemos “pegar” um neutrino, podemos apenas ver o rastro deles quando passam por nós. São como fantasmas microscópicos.
Apesar de não podermos detectá-los, eles estão em toda parte. Na verdade, estão passando por você agora mesmo – estima-se que trilhões de neutrinos passem pelo corpo de uma pessoa a cada segundo. Normalmente, eles passam pelos corpos celestes sem deixar rastros de que estiveram por lá, mas os sensores subterrâneos do IceCube, no Polo Norte, conseguiram encontrar algumas pistas da passagem dessas partículas.
Disponível em: https://bit.ly/32mLOJq. Com adaptações.
Leia o texto 'PARTÍCULAS FANTASMAS' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Normalmente, os neutrinos passam pelos corpos celestes deixando diversos rastros facilmente detectáveis de que estiveram por lá, de acordo com as informações do texto.
II. O texto leva o leitor a entender que as pesquisas com neutrinos citadas no texto compreendem um conjunto de iniciativas financiadas pelo governo brasileiro para aumentar a visibilidade do país no cenário científico internacional.