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O repórter como agente
(Fonte: https://bit.ly/37g6Yd2, adaptado)
O repórter está onde o leitor, ouvinte ou espectador não pode estar. Tem uma delegação ou representação tácita que o autoriza a ser o ouvido e o olho remotos do público, selecionar e lhe transmitir o que possa ser interessante. Essa função é exatamente a definida como a de agente inteligente.
O conceito de agente inteligente tem sido desenvolvido na área da ciência da computação e se aplica, em geral, a dispositivos eletrônicos que assumem comportamento inteligente para desenvolver tarefas para as quais os usuários não estão adestrados, que são impossíveis para eles ou lhes ocupariam tempo não disponível. Por exemplo: localizar na Internet sítios sobre um assunto, comparar preços e características técnicas de produtos ou executar séries variáveis de comandos numa operação qualquer, em ambiente não controlado.
Um agente inteligente deve ter autonomia, isto é, operar sem intervenção direta de seu contratante; ter habilidade social, isto é, interagir com outros agentes desenvolvendo, para isso, competência comunicativa; ser reativo, isto é, perceber o meio em que atua e responder em tempo aos padrões de mudança que ocorrem nele; e ser capaz de tomar a iniciativa, comportando-se de modo a cumprir sua tarefa.
Os dispositivos eletrônicos que têm essas capacidades só podem ser descritos em termos de intenção, crenças, deliberações, consciência e habilidades. Seu procedimento pressupõe, a cada instante, uma previsão do que pode acontecer nos instantes seguintes e a escolha de caminhos que julga mais adequados para cumprir uma tarefa. Envolve, ainda, a construção de estratégias e a confiança na própria capacidade de atingir os objetivos para os quais foram programados (se se pensa em termos de programação linear) ou treinados (se se pensa em termos de redes neurais).
Dispositivos eletrônicos e homens são diferentes, o que traz, para estes, muitas vantagens e uma desvantagem importante.
As vantagens são óbvias: seres humanos, como os repórteres, são mais versáteis do que as máquinas atuais. Utilizam línguas naturais, que são muito mais abrangentes, embora, em geral, menos exatas, do que qualquer linguagem artificial; sua autonomia, habilidade social e reação ao meio são mais eficazes.
Já a desvantagem é que, ao contrário de qualquer máquina, agentes humanos, como os repórteres, têm sua própria tendenciosidade. Construíram, ao longo da vida, uma série de crenças e padrões de comportamento que nem sempre se adaptam à tarefa que executam e, principalmente, às intenções daqueles que estão representando, isto é, os leitores.
Leia o texto 'O repórter como agente' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Após a análise do texto, é possível inferir que uma das vantagens dos humanos sobre os dispositivos eletrônicos é que os seres humanos, como os repórteres, são mais versáteis do que as máquinas atuais.
II. O texto sugere que o conceito de agente inteligente tem sido desenvolvido na área da ciência da computação e se aplica, em geral, a dispositivos eletrônicos que assumem comportamento inteligente para desenvolver tarefas para as quais os usuários não estão adestrados, que são impossíveis para eles ou lhes ocupariam tempo não disponível.
Marque a alternativa CORRETA: