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I. A estratégia de diagnóstico precoce do câncer de mama mais aceita mundialmente nos últimos anos é formada pelo tripé: população alerta para os sinais e sintomas suspeitos de câncer; profissionais de saúde capacitados para avaliação dos casos suspeitos; e sistemas e serviços de saúde preparados para garantir a confirmação diagnóstica oportuna, com qualidade e garantia da integralidade da assistência em toda a linha de cuidado.
II. A terapia local do câncer de mama no ciclo gravídico-puerperal deve levar em consideração a necessidade/possiblidade de complementação terapêutica com radioterapia e o fato desta ser prejudicial ao feto, devendo ser postergada para o período pós-parto. Adicionado a isto, deve-se ser levado em consideração que a eficácia da radioterapia para o efetivo controle locorregional, na paciente que realiza quimioterapia nesse período, é mantida se realizada em até seis meses após o ato cirúrgico. Por este motivo, as neoplasias mamárias que têm como abordagem primária a cirurgia, poderão ser tratadas com cirurgias conservadoras a partir do final do segundo trimestre de gestação. No primeiro trimestre, deve-se realizar a mastectomia.
III. A avaliação intraoperatória de linfonodos sentinela permite que, no caso indicado, as pacientes sejam submetidas à dissecção de linfonodos axilares durante a cirurgia de mama inicial, evitando a necessidade de reoperação.